segunda-feira, 12 de abril de 2010
Relatividade & Cubismo - Colégio Camões
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Jean- Jacques Rousseau Biografia e Ideias

Jean- Jacques Rousseau foi criado por um pastor protestante na Suíça, pois sua mãe morreu após o nascimento do mesmo. Voltou a Genebra e trabalhou em várias coisas, como por exemplo, gravador e professor de música.
Foi amante da Madame Warens, e viveu com ela na França até 1740. Em 1742 se estabeleceu em Paris e começou sua amizade com filósofos iluministas, entre eles Diderot e Condillac. Escreveu vários verbetes para a “Enciclopédia” (trabalho coordenado por Diderot). Rousseau conviveu por muitos anos com Thérèse Levasseaur, também em Paris.
A Academia de Dijon, em 1749, prometeu um prêmio a quem respondesse a questão "O estabelecimento das ciências e das artes terá contribuído para aprimorar os costumes?", Rousseau respondeu negativamente àquela pergunta em seu livro, considerado por ele mesmo como iluminação, “Discurso Sobre as Ciências e as Artes”. O filósofo recebeu uma medalha de ouro e 300 libras francesas. A obra de Rousseau tratava de temas importantes em sua filosofia, e a partir de então o filósofo conseguiu o reconhecimento.
Em 1755, o pensador publicou "Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens", e em 1761, “A Nova Heloísa”, romance de grande sucesso. No seguinte ano mais duas obras importantes foram publicadas, o ensaio "Do Contrato Social" e o tratado pedagógico "Emílio, ou da Educação".
E nesse ano, 1762, Rousseau foi perseguido por causa de suas obras que foram consideradas ofensivas à moral e à religião, e por fim foi exilado na Suíça, em Neuchâtel. Em 1765 foi convidado pelo filósofo David Hume para ir à Inglaterra. Ao retornar a França em 1767, se casou com Theérèse Levasseur.
O escritor e filósofo Jean- Jacques Rousseau era apaixonado por música e estudou teoria musical, além de escrever duas óperas, "As Musas Galantes" e "O Adivinho da Aldeia", publicou também um "Dicionário de Música".
Seus últimos anos foram vividos sob a proteção do marquês de Girardin, na França. Em 1776 publicou o livro "Os Devaneios de um Caminhante Solitário", que falava sobre suas experiências, reflexões e sensações.
Mesmo depois da morte suas obras estão sempre sendo redescobertas e suas últimas experiências estão registradas nas “Confissões”, obra publicada postumamente.
No início de seu ensaio “Contrato Social”, o filósofo afirma que “o homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros”, discutindo sobre isso Rousseau criou uma das obras fundamentais da filosofia política ocidental.
Principais ideias de Rousseau:
São apontadas na sua obra “O Contrato Social”, e está divida nos quatro livros.
Rousseau investiga porque a sociedade se instituiu.
Rousseau explica que não há propriedade, tudo é de todos, podendo um homem usufruir uma terra apenas para plantar o necessário para subsistência. A propriedade privada, cria diferenças irremediáveis entre os ricos e pobres, poderosos e fracos. E, para manter a ordem e evitar maiores desigualdades, os homens criaram a sociedade política, a autoridade e o Estado mediante um contrato.
A vontade geral é a manifestação da soberania e a minoria, muitas vezes, engana-se quando discorda da maioria, pois esta representa vontade geral.
É importante ressaltar que para Rousseau, o homem se corrompe após a instituição da propriedade privada, pois esta estimula e perverte os instintos mais egoístas.
Para Rousseau a vontade geral nunca erra, salvo em caso de perversão.
Rousseau aponta algumas considerações sobre o governo, o soberano é a pessoa pública. Só as assembléias periódicas podem garantir que não se usurpe o poder.
Ele defende três formas de governo: monarquia para os estados grandes, aristocracia para os estados médios e a democracia aos estados pequenos. Além disso, existem diversas formas mistas que podem ser criadas a partir dos três tipos básicos, dependendo das características de cada Estado.
Rousseau se baseia em dois pilares: a busca pela igualdade e a liberdade. Ele é contrário a todo tipo de individualismo, pois este supõe uma oposição entre cada um e a coletividade.
O Estado não deveria estabelecer uma religião, mas deveria usar a lei para eliminar qualquer religião que seja socialmente prejudicial, isso deriva do princípio de supremacia da vontade geral. Para que fosse legal, uma religião teria que se limitar a ensinar.
Fontes:
www.uol.com.br
www.artigosbrasil.net
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